Gaeco detalha como agia quadrilha presa na Operação Poço sem Fundo
Publicado por: Francieldo Araújo | Data: 14/03/19

Gaeco detalha como agia quadrilha presa na Operação Poço sem Fundo

O promotor Rômulo Cordão, coordenador do GAECO, informou que o advogado já entrou em contato e que a data foi definida. “O advogado já fez o pedido de apresentação, onde deve apresenta-lo amanhã. No entanto, ele é uma pessoa que se encontra foragido, ele já teve o tempo de se apresentar. Pelo que foi relatado está nas mediações de Teresina, mas a gente aguarda essa apresentação amanhã. Sendo feita essa apresentação, ele será recolhido ao sistema prisional”, afirmou.

O GAECO, juntamente com a Polícia Civil do Piauí, deflagrou a “Operação Sem Fundo” nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (13), que culminou na prisão de cinco pessoas. Dentre os capturados estão a ex-prefeita do município de Brejo do Piauí, Márcia Cruz, que fazia parte do núcleo político da organização criminosa, como explicou o promotor José William.

“Na organização criminosa existem três núcleos: o político, empresarial ou operacional e o ‘laranja’. Neste caso, o núcleo político é formado pela Márcia Cruz e o Emídio, irmão da ex-prefeita que também era chefe de gabinete. Sem a participação deles, esse esquema não teria sido efetivado. Até porque, quem era responsável pelos empenhos, pagamentos e autorização das licitações era a própria gestora. O chefe do núcleo operacional é o Fabiano Feitosa Lisa, que está foragido. O núcleo é formado por pelo menos mais outros dois empresários que são os donos da empresa VSP Construtora e o Carlos Alberto, dono de uma empresa chamada Lógica. Ele era responsável pela assessoria das comissões de licitações, inclusive de Brejo do Piauí”, pontuou.

O gerente de policiamento do interior, delegado Marcelo Leal, explicou que os serviços eram prestados por um valor de R$ 50 a 150, sendo que os valores das licitações constavam em torno de R$ 600 mil.

“É uma operação do Ministério Público junto com a Polícia Civil, iniciada em Canto do Buriti. O que acontece é que essas empresas contratadas não prestavam serviços por várias razões: não tem capacidade técnica, não tem estrutura. Aí é onde entra o Fabiano, que recebia a delegação dessas empresas e prestava o serviço com mão de obra local, em um valor bem abaixo do que havia sido contratado. Então, as ilegalidades começam aí, pelo processo licitatório que é feito de forma fraudulenta, pela não prestação de serviço e pela contratação de pessoas da própria unidade para manter os poços e chafariz. Eram valores de R$ 50, 100, 150 quando o valor da licitação era quase de R$ 600 mil”, comentou.

Até o momento, foram congelados quase R$ 3 milhões em bens e rendas dos integrantes da organização criminosa. A GAECO ainda está investigando a atuação da empresa em mais seis municípios piauiense, nos quais estão sendo mantidos em sigilo.

 

 

 

 

Fonte: GP1


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