Greve dos professores completa um mês e TJ faz audiência de conciliação
Publicado por: Odaliana Carvalho Veloso | Data: 14/03/16
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Greve dos professores completa um mês e TJ faz audiência de conciliação

A greve dos professores da rede estadual de ensino do Piauí completa um mês nesta segunda-feira (14) e uma audiência de conciliação foi realizada no Tribunal de Justiça do Piauí. Participaram do encontro representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, Ordem dos Advogados e Governo do Estado. O objetivo é tentar um acordo e colocar fim ao movimento grevista.

Entrada de servidores no Tribunal de Justiça do Piauí (Foto: Fernando Brito/G1)
Entrada de servidores no Tribunal de Justiça
do Piauí (Foto: Fernando Brito/G1)

Um grupo de professores esteve em  frente ao TJ, mas foi impedido de participar da reunião. Após uma negociação, a entrada foi permitida.

O movimento grevista dos docentes iniciou no dia 14 de fevereiro depois que o governo do estado anunciou o reajuste de 11,30% divididos em três vezes iguais, sendo uma parcela paga em janeiro, outra em agosto e a terceira em dezembro.

No entanto, a categoria não concorda e pede o cumprimento do pagamento do piso salarial dos professores a nível nacional e o reajuste pago em apenas uma parcela. Enquanto o impasse continua, mais de 600 escolas em todo o estado estão prejudicadas com a greve dos professores, segundo o Sinte-PI.

No inicio desse mês, o Tribunal de Justiça determinou através de uma liminar que 70% dos professores retornassem no prazo de 48 horas às suas atividades. Além disso, proibiu os servidores em greve a ocupar qualquer prédio público. Em caso de descumprimento da liminar, a multa diária é de R$ 100 mil. Mesmo com a determinação, o movimento não foi encerrado.

Yara Ferri, professora há 15 anos, dá aulas de biologia no Colégio Estadual Zacarias de Góes (Liceu Piauiense), fez um desabafo diante da situação enfrentada.

“Nós não estamos pedindo um aumento, mas o reajuste que nos é de direito. Já sabemos que o governo recebeu o repasse do Ministério da Educação que está em cofre desde novembro faltando apenas repassar os 11,36% que a categoria precisa de reajuste. Mas até agora não recebemos nada. Não é aumento, é apenas o reajuste das perdas. Estamos vivendo uma crise, e sabemos disso, por isso não pedimos aumento e sim reajuste e que ele seja de forma integral e retroativo a janeiro”, falou.

Para o secretário estadual de administração Franzé Silva, o governo já foi no seu limite. “A ideia é que se chegasse a um consenso com a categoria para que o aluno da rede pública não sofra e tenha o seu período letivo retomado o mais rápido possível. Essa greve, na verdade, é um prejuízo para os alunos que vão ter que enfrentar um conjunto de provas fora do calendário nacional e os deixa em desvantagem em relação aos da rede privada”, disse.

 

G1

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