Maternidade no PI volta a funcionar após quase dois meses interditada
Publicado por: Josely Carvalho | Data: 01/08/19

Maternidade no PI volta a funcionar após quase dois meses interditada

O Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) decretou a desinterdição da Maternidade Sigefredo Pacheco, em Campo Maior, Norte do Piauí. A unidade voltou a funcionar normalmente nesta quarta-feira (31) após quase dois meses fechada.

No dia 3 de junho, o Conselho realizou a interdição ética total da maternidade devido a falta de equipamentos e medicamentos essenciais, e as escalas médicas incompletas. A maternidade atende 15 cidades da região e faz por mês 90 partos, além de cirurgias ginecológicas.

“Os técnicos do Conselho realizaram uma visita e após sessão extraordinária nessa segunda-feira decretamos a desinterdição ética do trabalho médico na maternidade, com início desde às 0h desta quarta-feira (31)”, informou a presidente do CRM-PI, Mirian Parente.

Desinterdição ética da Maternidade Sigefredo Pacheco, em Campo Maior — Foto: Reprodução/CRM-PI

Desinterdição ética da Maternidade Sigefredo Pacheco, em Campo Maior — Foto: Reprodução/CRM-PI

Segundo a presidente do CRM, todos os problemas estruturais da maternidade foram resolvidos. A única pendência refere-se a escala médica, que depende da autorização do secretário de saúde para os profissionais voltarem a ser considerados ativos.

“Em breve faremos uma nova visita para avaliar o quadro profissional em funcionamento. Com a desinterdição, a maternidade volta a funcionar normalmente e a realizar partos”, contou Mirian Parente.

A Maternidade Sigefredo Pacheco funciona através de uma tripartite, a partir de recursos do governo federal, prefeitura e governo estadual. Com a interdição, pacientes de outras cidades estavam sendo deslocados para outros municípios.

Durante o fechamento da Maternidade Sigefredo Pacheco, o Hospital Regional de Campo Maior passou a fazer partos. O setor de obstetrícia do hospital estava desativado desde 2015 e foi reativado para suprir parte da demanda deixada pela unidade interditada.

Hospital Regional de Campo Maior — Foto: Gilcelene Araújo/G1

Hospital Regional de Campo Maior — Foto: Gilcelene Araújo/G1

Denúncias

A Polícia Civil investiga quatro denúncias realizadas contra a maternidade Sigefredo Pacheco. Duas delas são de mulheres que morreram após serem atendidas na unidade de saúde. As outras duas são por erro médico e corrupção.

O Ministério Público também recebeu denúncias contra a maternidade ao longo dos últimos três anos. O órgão afirmou fez um Termo de Ajuste de Condutas (TAC) com a unidade há cerca de um mês, mas ele não foi cumprido.

sobre o autor

DEIXE UM COMENTÁRIO


POSTS RELACIONADOS

NOTÍCIA DESTAQUE

Adolescentes fogem do CEM e invadem escola no Piauí

Dois adolescentes fugitivos do Centro Educacional Masculino entraram na Escola Estadual Professor James Azevedo, no bairro Alto Alegre, zona Norte de Teresina. O caso aconteceu na manhã desta terça-feira (19)

NOTÍCIA DESTAQUE

Piauiense volta a ser convocada para a seleção brasileira de futebol

A atacante Adriana, ex-Tiradentes e hoje no Rio Preto (SP), voltou a ser convocada para a seleção brasileira de futebol. A lista do técnico Vadão foi divulgada na última terça-feira

NOTÍCIA DESTAQUE

Piauiense morre após ser atropelado por caminhonete em Goiânia

Um homem identificado como Eldo Expedito Almeida de Sousa, 36 anos, morreu após ser atropelado por uma Hilux, na cidade de Goiânia, capital de Goiás, no último fim de semana.