Pela qualidade dos ventos, Piauí já tem 60 parques eólicos
Publicado por: Odaliana Carvalho Veloso | Data: 19/10/19

Pela qualidade dos ventos, Piauí já tem 60 parques eólicos

Por causa da qualidade dos ventos, o Piauí possui atualmente 60 parques de produção de energia eólica, com 1,6 GW de capacidade eólica instalada, informou a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Gannoum.

A executiva disse que os parques eólicos piauienses ficam localizados nos municípios de Parnaíba, Simões, Caldeirão Grande do Piauí, Marcolândia, Curral Novo do Piauí, Lagoa do Barro do Piauí e Ilha Grande.

Elbia explica que as empresas escolheram o Piauí para a implantação de seus parques de energia eólica por causa da qualidade dos ventos, mensurada após medições constantes. “O principal motivo que faz uma empresa escolher implantar um parque eólico é a qualidade do vento na região. Após medições constantes, as empresas avaliam os dados para, então, poder fazer uma análise de viabilidade do projeto”, adiantou a presidente da ABEEólica.

Conforme Elbia Gannoum, a energia eólica tem uma trajetória virtuosa de crescimento sustentável no Brasil, compatível com o desenvolvimento de uma indústria que foi criada praticamente do zero no país, o que foi o grande desafio deste período. De 2010 a 2018, o investimento no setor foi de US$ 31,2 bilhões. Há dez anos, lembra Elbia Gannoum, o país tinha pouco mais de 0,6 GW instalados, e neste segundo semestre de 2019 está com 15,1 GW de capacidade instalada em mais 600 parques e com 7.500 aerogeradores em operação.


Elbia Gannoum informou que a energia eólica já é hoje a segunda fonte da matriz elétrica brasileira.“Até 2023 teremos, pelo menos, 21 GW de capacidade instalada. Digo pelo menos porque este valor contém apenas as quantidades dos leilões já realizados no mercado regulado. O mercado livre vem crescendo muito também e impacta nestas previsões, aumentando os valores”, falou Elbia Gannoum.

No ano passado, por exemplo, o setor fechou mais contratos no mercado livre do que no regulado, pela primeira vez. Em 2018, nos leilões foram viabilizados 1,25 GW de nova capacidade instalada eólica, enquanto o mercado livre negociou mais de 2 GW. “O futuro, portanto, é promissor para a fonte eólica. No caso específico do Piauí, o Estado possui 60 parques eólicos, com 1,6 GW de capacidade eólica instalada”, fala Elbia Gannoum. Segundo ela, de 2011 a 2018, já foram investidos mais de US$ 30 bilhões.

“Safra dos Ventos”

Os investimentos futuros dependem dos próximos leilões. No caso do leilão A-4, realizado em junho de 2019, os projetos eólicos vendidos no leilão significam novos investimentos de mais de R$ 532 milhões em contratos de 20 anos, com entrega prevista para 2023. As usinas eólicas contratadas nesse leilão estão localizadas no Estado do Piauí, com dois projetos com capacidade instalada em 74,2 MW, e Rio Grande do Norte, com um projeto com capacidade de 21 MW. Elbia Gannoum declara que a energia eólica tem batido recordes atrás de recordes no Brasil. Durante o período chamado “Safra dos Ventos”, por exemplo, há dias em que mais de 80% da energia do Nordeste vem de eólicas.

No dia 6 de setembro deste ano ocorreu novo recorde de geração eólica no Subsistema Nordeste. Naquele dia, a geração média diária foi de 8.722 Mwmed, com fator de capacidade de 74%, atendendo a 87% da demanda do Nordeste.

“Se considerarmos os recordes nacionais, já chegamos a 14% de atendimento do país. Vale mencionar também que, por diversos períodos, o Nordeste tem assumido a figura de exportador de energia, uma realidade totalmente oposta ao histórico do submercado que é por natureza importador de energia”, falou a presidente Elbia Gannoum.

Elbia Gannoum acredita que todo o crescimento já alcançado, assim como o que ainda deve ocorrer, é muito importante quando discutimos transição energética. O Brasil possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com mais de 80% de fontes renováveis. O país também se destaca na produção e consumo de combustíveis, já que cerca de 43,2% da sua matriz energética é renovável, enquanto no resto do mundo esse percentual é de menos de 20%.

“Isso não significa, no entanto, que não temos trabalho a fazer. Temos. E muito. Com a tendência de eletrificação cada vez maior, sendo os veículos elétricos uma parte disso, é fundamental que as fontes renováveis de baixo impacto, como é o caso da eólica e solar, continuem a crescer”, falou Elbia Gannoum.

Omega investe R$ 900 milhões e produz 754 Gigawatts

Fundada em 2008, a Omega Energia é uma companhia brasileira que investe em energia limpa e renovável, criando valor tangível para todos os seus stakeholders. Presente em seis estados, a companhia detém um portfólio com capacidade instalada de 1.047,7 MW e após a conclusão das incorporações de Delta 7 e Delta 8, no Maranhão, deverá atingir 1.144,9 MW.

A Omega acredita na atuação empresarial baseada na sustentabilidade e em seu papel como transformador construtivo dos territórios onde atua. Com isso, a Companhia direciona seus investimentos sociais e ambientais para projetos que contribuam com o desenvolvimento econômico e socioambiental desses territórios e que auxiliem na implantação de políticas públicas e de sustentabilidade, construindo relações efetivamente positivas com as comunidades vizinhas.

Instalada nos municípios de Parnaíba e Ilha Grande (346 km de Teresina), a Omega está presente no Piauí desde 2012 e gera anualmente 754GWH de energia com o funcionamento dos parques Delta 1 e Delta 2, que entraram em operação comercial em julho de 2014 e agosto de 2016.

Com um investimento inicial de R$ 900 milhões, o parque está situado em uma área total de 5.071 hectares com 69 aerogeradores, capazes de gerar 144,8 MW. Aproveitando o grande potencial do Estado para geração de energia limpa e renovável, a Omega mantém na equipe de manutenção do parque 34 pessoas, sendo 21 destas pessoas da própria região de Parnaíba e Ilha Grande.

A atuação social da Omega se estende à comunidade, com a construção do Centro de Educação Janela para o Mundo, em janeiro de 2017, em Ilha Grande de Santa Isabel – na Comunidade do Labino. O Centro conta com uma estrutura de 2 salas de aulas, sendo 1 sala de informática, além de um espaço de convivência comunitária para realização de atividades. Os cursos são gratuitos e a Omega fornece todo material didático necessário para o desenvolvimento das atividades pedagógicas no Centro. Todos os cursos oferecidos seguem modalidade de educação não-formal, de duração variável, e enquadram-se na modalidade de cursos livres.

Em 2018, o Centro atendeu 130 alunos distribuídos em turmas de 5 cursos: Inglês, Informática básica, Aprendizagem em saúde, Recepção de meios de hospedagem, e Apoio ao aprendizado, com aulas de Matemática e Português para alunos do 3º ao 9º anos do Ensino Fundamental.

 

 

Fonte: Efrém Ribeiro \ Meio Norte

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