Preso que cumpria pena em ginásio aproveita queda de muro para fugir no PI
Publicado por: Josely Carvalho | Data: 14/05/18

Preso que cumpria pena em ginásio aproveita queda de muro para fugir no PI

Um preso aproveitou que parte do muro da Casa de Custódia de Teresina caiu para fugir na tarde desse domingo (13). Segundo denúncia do Sindicato de Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi), o detento foi transferido semana passada para o ginásio da unidade, onde recebia regalias da direção e circulava livremente.

G1 procurou a Secretaria Estadual de Justiça (Sejus) e aguarda posicionamento.

G1 teve acesso as imagens que mostram o local da fuga do preso. De acordo com o sindicato, parte do muro cedeu há sete meses e desde então foi instalado um tapume baixo e de fácil acesso (assista ao vídeo acima).

“O Marcos Vitor Bezerra da Silva cumpria pena por roubo no pavilhão D e semana passada, não sei por qual motivo, foi transferido para o ginásio da unidade. No local dormem mais de 60 detentos com privilégios, como acesso a televisores e ventiladores. Além disso, eles vivem livres e sem uso de algemas”, declarou Jefferson Dias, diretor sindical do Sinpoljuspi.

Muro da Casa de Custódia caiu e foi coberto com tapumes (Foto: Reprodução)

Muro da Casa de Custódia caiu e foi coberto com tapumes (Foto: Reprodução)

O diretor explicou ainda que os agentes não participam das escolhas de quais presos vão cumprir pena no ginásio. “As escolhas desses presos é feita pela direção, nós agentes não temos acesso ao local. O ginásio dá acesso a área externa do presídio, sem nenhuma vigilância e proprício a fuga, inclusive vários presos fugiram de lá”, disse.

Presos estão em ginásio desde 2016

Presos em ginásio - 2016

Presos em ginásio – 2016

Desde que o ‘pavilhão A’ da Casa de Custódia foi desocupado em fevereiro de 2016, presos dormem no ginásio da unidade prisional (confira o vídeo acima). Os detentos teriam sido retirados das celas para que outros pudessem receber mais visitas íntimas. A regalia, segundo denúncia do Sindicato de Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi), foi uma das exigências dada aos presos para pôr fim a uma rebelião.

Na época, a Secretaria Estadual de Justiça do Piauí (Sejus) informou que os presos foram transferidos de forma provisória. Tão logo fossem finalizadas as obras na unidade prisional, eles seriam repostos em um setor específico.

Em 2017, o caso de presos soltos em ginásio sem grades voltou a ser polêmica durante a greve dos agentes penitenciários. À época o diretor de inteligência e proteção externa da Sejus, coronel Luis Antônio Pitombeira, explicou que esses detentos realizam trabalhos dentro do presídio, por terem bom comportamento e que cumpriam pena por crimes de menor potencial ofensivo.

Fonte: G1

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