Governo do Piauí corta 7 mil servidores da folha, mas gastos não caem
Publicado por: Danilo Bezerra | Data: 02/04/15

Governo do Piauí corta 7 mil servidores da folha, mas gastos não caem

A administração do governador Wellington Dias (PT) cortou 7 mil contracheques do Estado nos primeiros três meses de gestão. Segundo o secretário de Administração, Francisco José da Silva, o Franzé, no início do ano o Estado tinha mais de 99 mil contracheques e fechou o mês de março com 92 mil contracheques a uma folha de pagamento de R$ 270 milhões. Apesar da queda no número de servidores, os gastos com pessoal continuam praticamente iguais aos do final do governo passado.

Há, inclusive, previsão de aumento de aproximadamente R$ 10 milhões na folha em março, referente ao pagamento do piso nacional dos professores, aprovado no início do mês pela Assembleia Legisla-tiva. A Secretaria Estadual da Fazenda admite que o Estado vai entrar no limite prudencial de gastos da Lei de Responsabilidade Fiscal, ultrapassando os 46% da receita corrente líquida com pagamento de pessoal. O secretário da Administração, Franzé Silva, informou que em maio iniciará o recadastramento dos cerca de 92 mil servidores do Estado.

O objetivo é identificar o perfil, quantos são e onde estão os servidores, e ver a qualificação de todos. A meta é, a partir dessas informações, definir medidas para aproveitar melhor o potencial do funcionalismo para dar mais eficiência para a máquina e reduzir o tamanho da folha. “Temos uma estrutura montada e vamos apresentar como vai ser feito o processo de recadastra-mento. Acreditamos que será uma ação que vai dar uma tranqüilidade à gestão de pessoas no Estado”, adiantou o secretário.

Franzé Silva não explicou como se deu o corte de 7 mil contracheques na folha de pagamento, mas foram adotadas uma série de medidas para conter gastos e manter o equilíbrio financeiro do Estado. Dentre as medidas houve a redução no número de cargos comissionados, encerramento de contratos tercei-rizados e contratos temporários. De acordo com o secretário, com o recadastramento o Governo vai ter mais tranqüilidade para saber quantos são, onde estão e o que fazem os servidores do Estado.

“Por isso, precisamos deste recadastramento. Queremos saber como poderemos melhorar os serviços do Estado e trabalhar a qualificação destes servidores”, explicou Franzé. Ele afirmou que o objetivo especifico não é reduzir a folha de pagamento, mas sempre buscam esta meta. “O que queremos é melhorar as condições de trabalho, a qualificação dos servidores para melhorar a qualidade dos serviços. Para isso, pretendemos investir em tecnologia, em sistemas e nos serviços em todas as áreas”, assinalou.

 

Diário do Povo

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