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Com água barrenta nas torneiras, moradores acumulam R$ 10 mil em contas no Piauí

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Os moradores do da região da Santa Teresa, Zona Rural de Teresina, reclamam de cobranças indevidas que chegam a R$ 12 mil nas contas de água. De acordo com as 150 famílias que moram na região, existe um poço instalado desde 2015, mas a distribuição da água só aconteceu no segundo semestre de 2018, além da água ser totalmente barrenta. A Agespisa (Águas e Esgostos do Piauí SA) informou que a cobrança só é feita a partir da instalação do sistema.

“Essa cobrança é um absurdo porque eu não consumi essa água e aí foi aberto um poço aqui em 2015 mas eu vim ter água aqui no meio do ano de 2018. Não tem condição de vir um débito desse valor para eu pagar se eu só tive água em 2018, no meio do ano”, disse a agricultora Ivoneide Rodrigues.

Maria do Socorro Oliveira, dona de casa, que possui um débito de mais de R$ 12 mil com a Agespisa, disse que se não efetuar o pagamento, a água vai ser cortada novamente e não há como viver sem esse bem. “É caro demais, não tem condições da gente pagar e se a gente não pagar vão cortar de novo e aí como a gente vai viver, sem beber, sem banhar, fazer nada?”, disse.

Débito de Maria do Socorro Oliveira chega a mais de 12 mil reais — Foto: Reprodução/TV Clube

O poço só foi instalado em 2015 e a água que sai de lá, segundo os moradores, é barrenta e não tem como ser utilizada para o consumo.

“Porque se for para pagar a água tem que ser tratada, limpa, não desse jeito. Eu prefiro cavar um poço do que pagar uma água dessa aqui. De manhã quando eu abro a torneira a água que cai é dessa cor” , disse o agricultor Antônio Pires.

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O líder comunitário da região, Ronaldo Chaves, disse que checou a situação e viu que vários canos estavam rachando. Além disso, as famílias não têm condições de arcar com os pagamentos porque a maioria é desempregada.

“Eu sou prova do problema porque os canos estavam rachando, eu vim ver a situação então não cabe uma conta dessa, isso é inadmissível, não tem condições, até mesmo porque não tem ninguém que tenha renda fixa, tem pessoas desempregadas, que possuem deficiência física”, destacou.

Samuel Alves, motorista, está com a água cortada e tentou negociar com a empresa mas não chegou em um consenso.

“Eu tentei negociar, fiz sacrifício mas eles não querem negociar de jeito nenhum e eu tô sofrendo sem água. Eu tenho que ir para a casa da minha mãe me banhar, lavar roupa, tudo. Está ruim demais essa situação e um tempo quente desse aqui, como é que a gente vive desse jeito, sem água?” , contou.

A assessoria de comunicação da Agespisa informou que faz a cobrança pelo serviço de abastecimento de água somente depois da implantação dos sistemas. A empresa orienta que os clientes com reclamações sobre os valores das contas de água procurem o posto de atendimento na região da Santa Teresa e solicitem avaliações dos casos. Constatado erro na cobrança, o valor será ressarcido.

Sobre a qualidade da água, a Agespisa afirma que vai conferir a situação e tomar as devidas providências para solucionar o problema, caso seja de sua responsabilidade.

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Fonte: G1 Piauí


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