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Mais de 60 famílias convivem com lixão a céu aberto no interior do Piauí

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Mais de 60 famílias que moram na comunidade Malhada Alta, zona rural da cidade de Barras, a 119 km de Teresina, há mais de dois meses passaram a ter como vizinho um lixão a céu aberto. Isso porque caminhões da empresa contratada pela prefeitura passaram a despejar os resíduos que são recolhidos na cidade em um terreno que, segundo os moradores, sequer é da prefeitura.

Uma equipe de reportagem da TV Clube chegou a flagrar um caminhão chegando no local e despejando o lixo.

“Nós queremos que tire o lixão e descontamine a nossa terra. O nosso lençol freático é baixo. É isso que vocês estão vendo. Chegam carradas e carradas, e não podemos fazer nada. Estamos de mãos atadas”, disse o pedreiro Clemildo Alves.

Quem mora a quase 100 metros do local, como o seu Francisco, já teve problemas de saúde por conta da água que tira do poço. Nos últimos dias, ele teve uma forte infecção intestinal e precisou ir até Teresina para uma consulta médica. A causa, segundo ele, foi por conta do lixão, que fica próximo à sua casa.

Dono do terreno, o agricultor José Barbosa, de 76 anos, disse que nunca pensou que iria ver algo parecido nas terras dele. Ele contou que vizinhos chegaram reclamando da situação, afirmando que não conseguiam produzir alimento, animais e ao menos beber água. Além disso, reclamam do mau cheiro do lixão.

“Nós queremos tirar tudo daqui porque a terra é particular e não pediram autorização para colocar lixo aqui”, disse.

Moradores convivem com lixão a céu aberto em Barras (Foto: Reprodução/TV Clube)
Moradores convivem com lixão a céu aberto em Barras (Foto: Reprodução/TV Clube)

O secretário municipal de Meio Ambiente da cidade de Barras, Ananias Filho, diz que a cidade tem dificuldade para encontrar uma área e que não sabia dos problemas enfrentados pelos moradores da comunidade. O gestor contou ainda que o local foi disponibilizado para resolver a sitação de forma emergencial.

“No dia 7 de outubro vai ser a audiência pública sobre o plano municipal de saneamento básico da cidade, que é o norteador de todas as ações no seguimento de abastecimento de água, gestão de lixo, esgoto sanitário e drenagem. Só depois disso é que escolheremos o local definitivo para destinação final do lixo”, garantiu.

O Ministério Público Estadual (MPE) ficou de enviar uma nota, mas até a publicação desta reportagem ela não foi enviada.

Fonte: G1

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