Wilson Seraine: maior pesquisador de Luiz Gonzaga do Piauí
Publicado por: Francieldo Araújo | Data: 26/01/19

Wilson Seraine: maior pesquisador de Luiz Gonzaga do Piauí

O professor Wilson Seraine, que também é pesquisador e escritor, recebeu recentemente a Medalha da Ordem Estadual do Mérito Renascença do Piauí – a mais alta comenda do Piauí, no grau Comendador. Ele estuda, há 21 anos, a história e obra de Luiz Gonzaga, e é considerado um dos especialistas mais respeitados do Brasil, quando se trata da vida e obra do “Rei do Baião”.

Crédito: Luciano Klaus

Em Teresina, ele preside a Colônia Gonzaguiana (grupo de fãs do Rei do Baião, músicos e pesquisadores), que promove eventos culturais na cidade. Entre eles, a Procissão das Sanfonas, que há 10 anos leva a música do Rei do Baião pelas ruas do centro de Teresina, e a Missa de Santa Luzia, uma homenagem ao nascimento de Luiz Gonzaga.

Wilson Seraine também é autor de sete livros nos segmentos de educação e cultura popular, é membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, membro da Academia Piauiense de Literatura de Cordel, integra o Conselho de Cultura do Estado do Piauí e apresenta, na FM Cultura de Teresina, o programa semanal “A Hora do Rei do Baião”.

Wilson Seraine é piauiense formado em Licenciatura Plena em Física na Universidade Federal do Piauí (UFPI). Mestre em Ensino de Ciências e Matemática pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA-RS) e professor de Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI).

JMN: Como se sente por receber a Ordem do Mérito Renascença em reconhecimento ao trabalho que exerce?

WS: Divulgar a cultura nordestina é uma das missões que escolhi para minha vida e que eu abraço todos os dias com afinco e dedicação. Foi uma honra ser um dos homenageados com a medalha. Dedico esta homenagem a todos os piauienses que também acreditam na importância da cultura para que tenhamos uma sociedade melhor.

JMN: Quando começou a pesquisar sobre a vida do Rei do Baião?

WS: Comecei a ler a obra de Luiz Gonzaga, sob influência de um amigo que me convidou para a última Missa do Vaqueiro, que o Velho Lua cantou em 1987. Na celebração, eu fiquei encantado com a presença dele, todo enfeitado, e passei a pesquisar ainda mais, e durante as minhas viagens comecei a comprar esses materiais. Em 2005, decidimos reunir todo o material que nós tínhamos e começamos a divulgar o trabalho do Gonzagão através de programa de rádio.

JMN: O senhor chegou a visitar as cidades por onde Luiz Gonzaga viveu, como Exu (PE), Juazeiro do     Norte (CE), Crato (CE) e Paulo Afonso (BA) para descobrir e reunir mais da sua obra. Como descreve essa experiência?

WS: Luiz Gonzaga mostrou o Nordeste para o país. Em suas letras são contadas nossas tradições, culinária, a vida dos vaqueiros e os estados da nossa região, e se você não for viajar, não for conhecer as pessoas, você não tem como conseguir conhecer todo o universo de Gonzaga. Tem que permear por todo universo gonzaguiano. E agora não tem como mais voltar atrás, nós temos a Procissão da Sanfona no dia da morte de Luiz Gonzaga, no mês de agosto, Missa de Santa Luzia e Festival de Sanfonas. Nós criamos também a Colônia Gonzaguiana do Brasil.

JMN: Como se tornou presidente da 1ª Colônia Gonzaguiana do Brasil?

WS: A Colônia nasceu da necessidade de poder juntar diversos admiradores de Luiz Gonzaga para debater sobre a obra do Velho Lua. Um dia, estava na casa de Reginaldo Silva, um amigo especialista em Gonzagão, quando ele disse que estava fundada a Colônia e eu era o presidente. No começo pensei que fosse brincadeira, mas na época, que era próximo aos 100 anos dele, fez com que a coisa fosse levada a sério. Logo depois, convidei um arquiteto, começamos a organizar os produtos e montamos o espaço. Conto com apoio de amigos e até mesmo desconhecidos para adquirir mais material.

JMN: Qual a reação das pessoas ao descobrirem sua coleção?

WS: Muitas pessoas ainda se espantam por essa minha pesquisa, já que sou da área de Física e possuo mestrado em Ciências Matemáticas. A gente tem costume de jogar tudo fora, e quando encontramos um trabalho como o que faço, ainda causa espanto. Se você tem um espaço em sua casa, não tem por que não juntar e montar um local como esse, e ainda mais um voltado para a grandiosidade da obra de Gonzaga.

 

 

 

Fonte: Meio Norte

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