Após um ano de inaugurada, Uespi de Picos enfrenta problemas na estrutura
Publicado por: Odaliana Carvalho Veloso | Data: 30/09/15

Após um ano de inaugurada, Uespi de Picos enfrenta problemas na estrutura

Inaugurada no dia 02 de julho de 2014, a Universidade Estadual do Piauí, Campus de Picos, no bairro Altamira, ainda enfrenta muitos problemas quanto à sua estrutura física e de acomodação de cursos, tais como faltas de laboratórios, equipamentos e, também, o início da deterioração do prédio em si.

Mesmo com apenas um pouco mais de um ano, o novo prédio, que era um sonho antigo dos uespianos, ainda é uma realidade longínqua aos olhos de quem lá está diariamente. A ausência de uma rotatória e falta de acessibilidade também têm sido problemas que têm causado transtornos aos alunos e professores.

O Portal Grande Picos conversou com uma integrante do Diretório Central Estudantil – DCE, a estudante Bruna Gomes, e ela relatou que a construção do prédio não é suficiente em si e que ainda há muitos problemas a serem sanados, principalmente no que tange a comunicação que, segundo ela, não existe no campus de Picos.

“O governo fez um prédio e pensou que isso era o suficiente e não era. Hoje na Uespi não temos comunicação, não temos internet e a estrutura que foi construída já está sendo deteriorada, e isso por falta de manutenção. O descaso do Governo para com a Uespi é realmente lamentável e os principais prejudicados com esse descaso são os alunos. A falta de comunicação é o pior problema porque não tem internet e nem telefone aqui. Se alguém precisar entrar em contato com alguém daqui não tem como. E piora pela distância e acessibilidade. Aqui temos ônibus a cada duas horas. Quem não dispõe de um transporte com certeza passa sufoco. Os ônibus são superlotados. Há um descaso total. Além de cobrarem taxas excessivas, que hoje está de R$ 2,50. Aumentou a cobrança e, em contrapartida, não melhorou no transporte. Simplesmente continuamos da mesma forma de antes, de quando o preço era mais baixo”, disse ela.

A estudante disse ainda que tem havido diálogos com o Governo, principalmente, por parte da direção do campus, que tem buscado emendas parlamentares em prol da instituição. Quanto aos alunos, ela declarou que a luta continua a fim de que a estrutura melhore.

“Nós, do movimento estudantil, queremos lutar por esses direitos que nos são retirados. Iremos reivindicar e buscar nossos direitos. Isso é direito nosso. Eles não estão fazendo favor, isso é a obrigação deles. O prédio foi inaugurado sem a devida estrutura, mas agora vamos lutar para que essa estrutura venha sim”, disse Bruna Gomes.

O diretor do campus, Evandro Alberto, reconheceu as deficiências da instituição e informou que, mesmo com as dificuldades, providências continuam a ser tomadas para que o IES possa atender a contento aos alunos e professores.

“Estamos em um período de algumas dificuldades. Estivemos em conversa com a secretária de educação, Rejane Dias, e, em visita a Picos, ela já nos trouxe 4 data shows, ajudou na aquisição de um ônibus e viabilizou a instalação da internet aqui no prédio. Até o final da próxima semana a internet será montada. Estamos aguardando eles enviarem a equipe a Picos. Esta internet já era para ter sido instalada, mas, por conta da burocracia de licitação e porque o empresário habilitado a nos fornecer aqui na cidade não ter completado sua instalação de fibra óptica, essa instalação não pôde ser concluída. Aí foi montada uma nova estratégia, onde será instalado um link. E acreditamos que quando o sistema de fibra óptica for montado em Picos, o Estado abrirá licitação para que venha internet para a Uespi”, explicou o diretor.

Evandro Alberto enalteceu ainda a determinação e papel de luta por parte dos alunos em buscarem melhorias para o campus.

“O estudante está certo no seu papel de lutas. Se não tem estrutura, tem que correr atrás, pedir, lutar pelos direitos. Nós, enquanto administração, estamos fazendo isso. Um dos problemas que temos enfrentado também é a rotatória. O DNIT diz que o responsável é o Estado, e o Estado diz que é o DNIT. Já descobrimos que é uma área federal. Já discutimos com o DNIT sobre isso, mas eles continuam a dizer que a construção é do Estado e vice-versa. O que a gente pede é que seja arrumada uma solução. Em relação ao transporte coletivo, os alunos têm as reclamações deles. Eles fizeram uma reunião com o secretário de Transportes e Mobilidade urbana da cidade e fizeram algumas ponderações. Agora eles esperam algo nesse sentido”, concluiu o diretor.

 

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