Mesmo com chuvas, baixo nível dos rios do Piauí preocupa ambientalistas
Publicado por: Danilo Bezerra | Data: 11/03/14
Comments 0

Mesmo com chuvas, baixo nível dos rios do Piauí preocupa ambientalistas

Apesar das constantes chuvas, o baixo nível de água dos rios Parnaíba e Poti preocupa os ambientalistas. O rio Parnaíba sofre atualmente com a degradação das margens, enquanto o Poti está tomado por um tapete verde de aguapés, que surgem conforme o grau de poluição.

As chuvas registradas desde o início deste ano fizeram sete dos 25 açudes do Piauí ultrapassarem 50% da capacidade máxima. Os locais atingidos fora: Anajás, Beneditinos, Campo Maior, Joana, Poços, Pé de Serra e Salinas. Enquanto apenas dois açudes registraram 100%, o de Caldeirão e Ingazeiras.

Para a meteorologista Sônia Feitosa, a previsão é de mais chuvas nos próximos meses. “No Norte do estado vai ser comum chover. A região encontra-se assim e a expectativa é que chova mais ainda. Agora na região Sul acontece chuvas de forma isolada,  mas pontualmente forte, só que não em toda a região. É uma característica das chuvas desta época, que são das zonas de convergências intertropical”, explicou.

O superintendente do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), José Carvalho, destacou que os rios Parnaíba e Poti apresentam diferentes perfis por causa dos seus afluentes. “O rio Parnaíba, as bacias que o alimentam tanto do lado do Maranhão como do Piauí, têm recebido muito água desde dezembro e isso provoca uma influência grande sobre o afluente tanto que o reservatório de Boa Esperança, que esteve num nível crítico durante o verão, encontra-se no máximo novamente. Já o rio Poti, as principais bacias que o alimentam estão no Ceará e as precipitações pluviométricas têm sido bem abaixo da média histórica”, ressaltou.

O biólogo Ribamar Rocha alerta que se os níveis dos rios permanecerem baixo, as ameaças e prejuízos serão vários. “O primeiro problema que vai ter é a sedimentação, porque diminuindo o fluxo de água no rio vai aumentar este processo e agravar o assoreamento. Associado à isso, nós temos um novo fator, que é a proliferação de canarana, que é uma espécie de grama que cresce nesse banco de areia, diminuindo por sua vez o fluxo de correnteza do rio, agravando a situação”, comentou.

 

 

Fonte: G1

sobre o autor

DEIXE UM COMENTÁRIO


POSTS RELACIONADOS

Em Cannes, artistas brasileiros protestam contra afastamento de Dilma

Artistas brasileiros fizeram nesta terça-feira (17/05) protestos contra o afastamento de 180 dias da presidente Dilma Rousseff, durante solenidades do 69º Festival de Cinema de Cannes, na França, em apresentação

Habilitação de cinquentinha será exigida a partir de novembro

Começa a valer em 1º de novembro a exigência de habilitação para guiar motos “cinquentinhas”, como são conhecidos os ciclomotores. O condutor deve portar a Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC),

GERAL

Dia do Autismo: Teresina tem o primeiro “modelo” autista do Piauí

Os autistas são pessoas encantadoras. Apesar dos problemas causados pela dificuldade de interação, eles podem ser dotados de talentos inacreditáveis. Alguns são expert em matemática, outros falam dezenas de idiomas.