Prefeitura de Picos diz que filha de Emir não é médica, “foi um erro na transmissão de dados”
Publicado por: Danilo Bezerra | Data: 27/10/16
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Prefeitura de Picos diz que filha de Emir não é médica, “foi um erro na transmissão de dados”

A Prefeitura Municipal de Picos enviou nota a Redação do Portal AZ, explicando que ocorreu um erro na transmissão da codificação da servidora Andrea Saunders Martins de Deus, procuradora, mas que pela codificação acabou aparecendo como “médica auditora”.

Em reportagem publicada pelo Portal AZ nessa quarta-feira (26), uma lista disponibilidade pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) mostra que a investigada, advogada Andrea Sauders Martins de Deus, filha do ex procurador geral de Justiça do Piauí, Emir Martins Filho, é contratada como médica auditora da Prefeitura Municipal de Picos. Não foi encontrado registro dela como médica no Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI).

Segundo a Prefeitura, o erro teria ocorrido na transferência de dados feito pela Empresa AOS Solftware, que assume e diz, em nota assinada, mas sem colocar a data.

O caso veio a tona depois que a servidora Andrea Saunders Martins de Deus, filha do ex procurador geral do Piauí, Emir Filho, teve a prisão provisória decretada, mas, antes mesmo de ser capturada, foi revogada, na Operação Il Capo, do Gaeco.

Publicação no Diário Oficial do Município
Publicação no Diário Oficial do Município

Nota da empresa Empresa AOS Solftware:

Nota de esclarecimento da Prefeitura de Picos:

Em resposta à matéria publicada pelo Portal AZ, nesta quinta-feira (27), com informações sobre o contrato da funcionária Andrea Saunders Martins de Deus, a Prefeitura Municipal de Picos esclarece, em primeiro lugar, que a advogada foi nomeada para o cargo de Procuradora, DAS-5, com remuneração no valor de R$ 1.800,00 (Mil e oitocentos reais), lotada na Procuradoria do Município, conforme portaria nº 033/2016, de 05 de janeiro de 2016, com efeito retroativo a 1º de janeiro do mesmo ano, publicada no Diário Oficial dos Municípios, na edição de 02 de março de 2016. Em segundo lugar, o município informa que houve uma inconsistência nos números de codificação de cargos de procuradores, por parte da transmissão de dados realizada pela empresa AOS Software, através do software Fiorilli, como constata o documento em anexo. Vale ressaltar que o fato ocorreu com todos os servidores que ocupam o cargo de procurador e que as medidas de correção já foram adotadas pela empresa. Portanto, segue a documentação publicada no Diário Oficial, Portal da Transparência, Sagres Folha e nota da empresa responsável pela transmissão de dados, onde comprova a função da advogada na prefeitura.

Operação Il Capo

A Operação Il Capo foi deflagrada na última segunda-feira (24) e cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão. Na ação, sob coordenação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), do MPPI, três pessoas foram presas, entre elas o ex- procurador Emir Maia Filho, seu filho Tiago Sauders Martins e sua nora Susyane Araújo Lima Sauders Martins.

O objetivo da Operação é o combate a crimes praticados por Emir Martins Filho quando geriu o MPPI (novembro de 2004 a novembro de 2008). O relatório do CNMP apontou que auditoria realizada na folha de pagamentos dos servidores públicos do MPPI identificou desvio de dinheiro público no período de gestão do ex-procurador.

“Em média, foram desviados cerca de R$ 8 milhões em quatro anos“, afirmou o promotor de Justiça, Rômulo Cordão, detalhando ainda que os envolvidos utilizavam duas folhas de pagamento. “Havia uma folha chamada setor de pessoal, com um determinado valor que era enviada para o Tribunal de Contas, órgãos de controle, no entanto a folha que efetivamente ia para o banco, ou seja para fazer o depósito na conta do servidor era uma folha diferente. Então havia pessoas que estavam com contracheque R$ 3 mil, mas que na verdade recebia R$15 mil. E essas pessoas, todas elas tinham parentesco com o procurador Emir Martins, eram cunhadas, filhos, noras, o genro e a ex-esposa”, explica o promotor.

Emir Martins Filho, Tiago Sauders Martins e Susyane Araújo Lima Sauders Martins foram soltos menos de 24 horas depois de deflagrada a operação. O pedido de Habeas Corpus foi concedido pelo desembargador Sebastião Martins. A medida se estendeu ainda aos outros envolvidos na investigação.

Fonte: portal AZ

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