Prévia da inflação oficial fica em 0,47% no mês de junho
Publicado por: Odaliana Carvalho Veloso | Data: 20/06/14

Prévia da inflação oficial fica em 0,47% no mês de junho

A alta menor dos preços relativos a alimentos e habitação influenciou o comportamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que desacelerou para 0,47% em junho, depois de avançar 0,58% em maio, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nos primeiros seis meses deste ano, o IPCA-15 ficou em 3,99% e, em 12 meses, em 6,41%. Em junho de 2013, a taxa havia sido de 0,38%.

O IPCA-15 é divulgado mensalmente e calcula a variação média de preços de produtos e serviços em 11 regiões metropolitanas do país. A diferença entre esse índice e o IPCA, que é a taxa oficial de inflação do Brasil, está no período de coleta dos preços. Em vez de analisar os valores dentro do mês de maio, por exemplo, o IPCA-15 verifica os preços do dia 15 de abril ao dia 15 de maio. Por isso, é considerado uma prévia da inflação mensal.

De acordo com o IBGE, os dois grupos responsáveis pela desaceleração do IPCA-15 foram os de alimentação e bebidas (de 0,88% para 0,21%) e habitação (de 1,19% para 0,29%). No primeiro grupo, ficaram mais baratos a batata-inglesa (-16,35%), a farinha de mandioca (-11,67%), a cenoura (-5,05%) e hortaliças (-4,69%), entre outros itens.

Com isso, a variação de preços da alimentação consumida em casa recuou 0,23% e a da comida fora de casa subiu 1,06%.

No caso do grupo de gastos com habitação, a maior influência partiu da região metropolitana de São Paulo. O resultado do grupo registrou queda de 1,07%, devido à queda de 18,36% na taxa de água e esgoto, “reflexo dos efeitos do Programa de Incentivo à Redução de Consumo de Água”. Com o resultado de São Paulo, a taxa de água e esgoto nacional caiu 4,02%.

Também registrou variação menor o grupo saúde e cuidados pessoais (de 1,20% para 0,67%), com influência dos remédios, cujo aumento recuou de 2,10% para 0,65%.

No grupo de gastos com transportes, a variação foi positiva, de 0,50%, contra queda de 0,33% em maio. As passagens aéreas registraram alta de 22,15%, “sob influência da maior demanda decorrente da Copa do Mundo”. As tarifas do ônibus urbano subiram 1,05% e conserto de automóvel, 1,23%. Os combustíveis se mantiveram em queda, passando de -0,20% em maio para -0,90% em junho. A gasolina passou de -0,03% para -0,35% e o etanol de –1,13% para -3,50%.

A taxa relativa às despesas pessoais também subiu, de 0,51% em maio para 1,09% em junho. A pressão foi exercida pelos seguintes itens: jogos de azar (7,80%), excursão (5,30%) e hotel (4,12%). Já as despesas com os artigos de residência, que saltaram de 0,29% para 1% foram influenciadas pelo item eletrodomésticos (2,43%).

Análise regional

Entre os índices regionais, o maior foi o de Fortaleza (0,80%) e o menor, em São Paulo (0,21%).

Fonte: G1

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