Suspeitos de integrar facções usavam nomes de personagens do Dragon Ball Z
Publicado por: Josely Carvalho | Data: 15/01/20

Suspeitos de integrar facções usavam nomes de personagens do Dragon Ball Z

Presos na operação Codinomes,deflagrada ontem pela Polícia Civil, usavam nomes de personagens do clássico mangá japonês Dragon Ball Z para despistar a polícia. Um dos presos é conhecido pelo apelido de Majin Boo. 

O mandado de prisão contra o suspeito foi cumprido no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Ele estava internado na unidade de saúde após se ferir enquanto cortava uma barra de chocolate. De acordo com as investigações, Majin Boo é ligado ao tráfico de drogas e à facção criminosa do Maranhão, Bonde dos 40.

Majin Boo é um dos vilões mais poderosos da saga Dragon Ball Z. Além do nome do vilão, o personagem Shenlong também é utilizado como codinome de um dos presos na operação deflagrada ontem (14). Shenlong é o apelido do suposto “braço direito” do líder do Bonde dos 40 em Teresina. As investigações apontaram que ele é homicida.

No desenho, Shenlong é o dragão mágico que vive adormecido e ressurge após a união das setes esferas do dragão. O personagem é capaz de realizar desejos de quem reúne as esferas.

Prisão dos líderes

A Polícia Civil garante que prendeu os “cabeças” das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Bonde dos 40 em Teresina.

Entre os presos está o “Paulista”. Segundo o delegado Cadena Júnior, coordenador da Depre, o preso e natural de São Paulo e veio para Teresina com o objetivo de dominar o tráfico de drogas na região da Vila Palitolandia,zona Sul da capital.

Na casa dele a polícia encontrou armas e munições. “Ele é a ligação do PCC paulista com o PCC daqui”, explica o delegado Cadena.

Paulista é apontado como o “matador” do PCC em Teresina. O delegado Cadena afirma que os membros dessas facções estariam fazendo uma “guerrilha urbana para comandar o tráfico”.

“Estão dominando as quadrilhas estaduais”, disse o delegado.

Com a prisão do “cabeças” dos grupos, a polícia afirma que houve uma “grande repressão” nas ações das facções na capital.

 Há dois anos Paulista foi preso pela Depre por tráfico de drogas.

Durante a opeação, a polícia divulgou áudios dos presos, em um deles recrutavam novos membros afirmando que tinham que matar pelo menos dois por semana e em outros, conversavam sobre a morte de advogados.

Fonte: Cidadeverde.com

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