Governo economizará menos de 0,01% com corte em ministérios
Publicado por: Francieldo Araújo | Data: 15/03/19

Governo economizará menos de 0,01% com corte em ministérios

A redução do governo federal em ministérios teve impacto ínfimo no orçamento da união. Comparado ao gasto anual de mais de R$ 316,7 bilhões, a economia de 20,5 milhões com a a redução no número de ministérios de 29 para 22 representa uma economia ínfima inferior a 0,01%.

A extinção de 21 mil cargos, funções e gratificações, conforme o Decreto nº 9.725/2019, publicado na última quarta-feira (13), fazem a economia de gastos com pessoal crescer para R$ 195 milhões no total. Mesmo praticamente multiplicado por dez, o impacto no orçamento continua baixo, passando para 0,06% em um universo de montantes anuais na ordem dos bilhões.

“Esse dado não surpreende”, diz o professor do Insper Sérgio Lazzarini, que pesquisa estratégias e organização no setor público. “Existe essa percepção da população de que tem um monte de gente empregada em Brasília, que é só cortar da estrutura inchada, mas a gente sabia que esse não era o problema”.

Para o especialista, as medidas têm um caráter simbólico. Lazzariniaponta que as ações fazem parte da construção do discurso político do presidente eleito. “É um ‘mise-en-scène’, uma estratégia. Não que ela seja irrisória ou desnecessária. Tem um efeito importante. Mostra que o governo está se preocupando com seu próprio gasto”.

As despesas de pessoal do governo crescem gradativamente a cada ano. Há cinco anos, em 2014, o total gasto foi de R$ 238 bilhões. Subiu para R$ 255 bi em 2015 e para R$ 276 bi em 2016. Em 2017, chegou a R$ 304 bi até atingir os R$ 316,69 bi de 2018.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) empossa Paulo Guedes como ministro da Economia, no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta terça-feira (1º). (01/01/2019).

MP depende de aprovação

Apesar de o impacto financeiro ser pequeno, o governo ainda terá que se esforçar para implementá-lo definitivamente. Isso porque a Medida Provisória nº 870, que reorganizou os ministérios, ainda precisará de aprovação no Congresso. Para não perder o efeito, a MP, apresentada no dia 1º de janeiro, será votada até junho na Câmara. Por isso, ganhará caráter de urgência já a partir do dia 22 de março.

A tendência é que a medida seja aprovada, mas não sem algumas alterações. A MP já recebeu mais de 500 emendas e poderá se transformar em uma moeda de troca no Congreso, de acordo com o professor do Insper Sérgio Lazzarini. “Renovamos alguns nomes, mas não o modus operandi. Estamos vendo que os políticos ainda estão atrás de cargos”. Segundo o pesquisador, os partidos que dão sustentação ao governo vão querer algum tipo de compensação, incluindo cargos no Executivo.

Fonte: Terra


ACOMPANHE O PORTAL NAS REDES SOCIAIS:
@cidadesnanet
Facebook.com/cidadesnanetoficial

sobre o autor

DEIXE UM COMENTÁRIO


POSTS RELACIONADOS

POLÍTICA

Meirelles diz que Governo Temer é ‘extremamente bem-sucedido’

Ameaçado de não ser confirmado pelo MDB como candidato à Presidência da República no mês que vem, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles passou a defender abertamente a gestão de

POLÍTICA 0 Comments

Wilson Martins lidera pesquisa na disputa pelo Senado; veja números

Com 10,18% de vantagem sobre seu principal adversário, o senador João Vicente Claudino (PTB), o governador Wilson Martins (PSB) lidera as intenções de voto para o Senado, segundo apurou a

POLÍTICA

96 professores faltosos têm contracheques bloqueados pelo Governo

A Secretaria Estadual de Educação bloqueou contracheques de mais 96 professores que não comparecem à sala de aula. É o segundo bloqueio realizado pela atual gestão da Seduc. Os 96