Paulo Martins reclama do aumento dos preços dos alimentos, que chegam a 150% no ano
Publicado por: Da Redação | Data: 10/06/21

Paulo Martins reclama do aumento dos preços dos alimentos, que chegam a 150% no ano

O deputado estadual Paulo Martins (PT) alertou, nesta quinta-feira (10), para a situação delicada da economia no Brasil sobretudo em relação ao aumento dos preços dos alimentos que chegam a 150%, enquanto o salário mínimo subiu pouco mais de 5%. O orador defendeu que o Congresso Nacional aprove o retorno do auxílio emergencial de R$ 600 para ajudar a população, assinalando que existem pesquisas indicando que 116 milhões de brasileiros passam fome no país.

Martins argumentou que não tem como o assalariado sobreviver ganhando R$ 1.100,00 por mês, pois no ano passado o salário mínimo de R$ 1.045,00 dava para comprar 435 quilos de arroz e o valor do mínimo deste ano permite a aquisição apenas de 169 quilos do mesmo produto.

O parlamentar petista afirmou que a política econômica desenvolvida pelo Governo Federal fez a inflação crescer e aumentou o desemprego que atinge 14,4% dos trabalhadores. “Em maio, foi registrada no Brasil a maior inflação dos últimos 25 anos”, acentuou.

Paulo Martins frisou que a administração do presidente Jair Bolsonaro não deu continuidade aos programas realizados nos governos do PT, como o Luz para Todos, que permitiu o acesso da população à energia elétrica, e o Minha Casa Minha Vida, que gerou milhares de empregos na construção civil.

O deputado advertiu sobre o meio ambiente, que não vem sendo preservado e que a região amazônica tem recordes de queimadas, enquanto os servidores públicos vivem sem perspectiva de melhorias. Paulo Martins assinalou que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre do ano ocorreu devido às exportações brasileiras e beneficiou somente os ricos.

Em aparte, a deputada Elisângela Moura (PCdoB) disse que todas as afirmações de Paulo Martins eram verdadeiras e responsabilizou o Governo Federal pela inflação frisando que os agricultores familiares que produzem deixaram de receber incentivos no país.

Elisângela Moura espera que Jair Bolsonaro não vete a Lei Assis Carvalho, aprovada pela Câmara Federal, que visa beneficiar a agricultura familiar. E criticou o Governo Federal pelas mortes de quase 500 mil pessoas pela Covid-19 no país.

Paulo Martins pediu que a Assembleia Legislativa solicite aos parlamentares federais que pressionem o Governo Jair Bolsonaro, que chamou de genocida e incompetente, a retornar o valor do auxílio emergencial de R$ 600,00 para que as pessoas tenham condições de manter as suas famílias. E encerrou o seu pronunciamento defendendo a ampliação da vacinação dos brasileiros contra a Covid-19 visando salvar vidas e diminuindo os efeitos da pandemia do novo coronavírus.

 

Fonte: Piauí Hoje

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