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Motoristas e cobradores de ônibus paralisam atividades em Teresina pela terceira vez em 2020

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Motoristas e cobradores de ônibus de Teresina paralisaram, nesta quarta-feira (28), as atividades pela terceira vez somente este ano. A categoria ameaça entrar em greve caso as empresas não cumpram com o pagamento dos vale-alimentação e plano de saúde a trabalhadores, determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Piauí.

O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) recorreu da decisão e, por isso, a categoria voltou a paralisar as atividades nesta quarta (28), duas semanas, após o Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Transportes Rodoviários (Sintetro) ter suspendido a greve.

O Setut alega não ter condições de pagar ticket-alimentação, plano de saúde e salário reajustado aos motoristas por conta da diminuição no número de viagens e pelo período que os ônibus ficaram parados.

Vai e vem do serviço

Motoristas e cobradores de ônibus paralisaram atividades nesta terça (8) em Teresina — Foto: Reprodução/TV Clube

Motoristas e cobradores de ônibus paralisaram atividades nesta terça (8) em Teresina — Foto: Reprodução/TV Clube

A primeira paralisação aconteceu em 15 de maio, quando os motoristas pediram por melhores condições de trabalho e medidas de prevenção à Covid-19.

Em seguida, as reivindicações se adequaram à demanda da Covid-19, já que muitos contratos de motoristas e cobradores foram suspensos e todos perderam ticket alimentação e planos de saúde.

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Com a volta das atividades econômicas e as flexibilizações do comércio de Teresina em Julho, o retorno dos ônibus era necessário, mas o Sintetro mantinha a greve e os trabalhadores do transporte coletivo se recusavam a voltar com suas atividades.

No dia 8 de julho, após decisão da Justiça do Piauí, o sindicato passou a cumprir os 30% de frota durante os horários normais e nos horários de pico 70% da frota permitida circular durante a pandemia, fazia os percursos.

Passageiros esperam ônibus em parada no Centro de Teresina — Foto: Reprodução/TV Clube

Passageiros esperam ônibus em parada no Centro de Teresina — Foto: Reprodução/TV Clube

No dia 11 de agosto, o sindicato suspendeu a greve e os ônibus passaram a circular com 100% da frota da pandemia (120 ônibus). Antes da pandemia, eram 400 ônibus. O Sintetro alegou, na época, que os trabalhadores temiam perder seus empregos e continuarem com contratos suspensos.

O sindicato decretou pela segunda vez no dia 13 de outubro, ainda sem acordo com o Setut para negociar a norma coletiva de trabalho e garantir o direito ao plano de saúde e ticket alimentação.

No dia 14 de outubro, os motoristas e cobradores de ônibus decidiram pela suspensão da greve. De acordo com a categoria, a decisão veio após o Tribunal Regional do Trabalho do Piauí (TRT-PI) determinar que as empresas de ônibus paguem vale-alimentação e plano de saúde, duas das principais reivindicações do movimento. O Setut afirmou que recorreria da decisão.

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No dia 19 de outubro, um recurso chamado agravo regimental foi pedido pelo Setut e será julgado no dia quatro de novembro. Por conta disso, os motoristas e cobradores decidiram paralisar as atividades mais uma vez.

Fonte: G1 PI

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