Vítimas do rompimento da barragem de Algodões denunciam atraso em indenizações
Publicado por: Josely Carvalho | Data: 11/06/19

Vítimas do rompimento da barragem de Algodões denunciam atraso em indenizações

Com o rompimento da Barragem Algodões – que ficava na região do Vale do Piranji, município de Cocal, nove pessoas morreram. Vários dos que sobreviveram ainda sofrem com as consequências dessa grande tragédia, é o caso de Flávio Sousa.

Parnaibano e hoje morando em Salvador (BA), o homem herdou uma fazenda que ficava situada na área atingida pela água da barragem. Depois disso, ele, assim como os demais afetados, passou a receber do governo do Estado parcelas de indenização pelo ocorrido.

Os pagamentos começaram a ser efetuados em 2017, mas estão em atraso há dois meses, segundo Flávio. “Hoje, há um atraso de 2 meses. Este atraso tem prejudicado inúmeras famílias que têm, nessa indenização, o sustento”, reclamou.

Ele denuncia também que o estado reduziu o valor da indenização de R$ 200 milhões para R$ 60 milhões. “Falo de uma indenização que o governo do Estado, somente em 2017, ajustou com a Associação das Vítimas, que era de R$ 200 milhões e foi reduzida para R$ 60 milhões”, afirmou.

O pagamento da indenização foi acertado entre o governo do Estado e a Associação das Vítimas e Amigos da Barragem de Algodões (Avaba), com a intermediação do Tribunal de Justiça. O valor foi fixado em R$ 60 milhões, dividido em 30 parcelas de R$ 2 milhões, a serem pagas no dia 25 de cada mês.

Segundo o presidente da Avaba, Corcino Medeiros, o governo prometeu regularizar os repasses ainda esta semana.

“A previsão é de que por volta do dia 15 [deste mês] saia o pagamento. Na vez passada pagaram dois meses [dentro de um]. São dois milhões divididos para quase duas mil famílias. A maioria recebe muito pouco”, disse o presidente.

O Governo do Piauí foi procurado pelo Portal AZ, mas não emitiu pronunciamento sobre o assunto até a veiculação desta matéria.

Em abril de 2018, vítimas do rompimentos da barragem ameaçaram fechar BR-343, que liga Teresina ao litoral do estado, e vir a Teresina para fazer protesto contra o atraso no pagamento da indenização.

A tragédia

O acidente completou 10 anos no dia 27 do mês passado. Casas e plantações em Cocal e em Buriti dos Lopes foram destruídas devido à força da água.

O fato aconteceu no dia 27 de maio de 2019. Depois de chuva de mais de 100 milímetros, a parede do reservatório rompeu. Uma perícia técnica (encomendada pelo governo do Estado) feita antes da tragédia assegurou que não havia risco de rompimento.

As famílias atingidas que moravam nas proximidades da barragem foram direcionadas a abrigos públicos. Segundo a Avaba, 385 casas foram construídas para as vítimas da tragédia.

A Barragem de Algodões foi construída no final dos anos 1990.

O Ministério Público Federal entendeu que Wellington Dias (PT), governador do Piauí na época do acontecimento, foi omisso ao não adotar medidas necessárias para evitar o rompimento do reservatório. O petista deverá ser julgado pela justiça estadual.

Fonte: Portal AZ


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