Operação da PF prende oito pessoas entre ex- prefeito e gestores por corrupção no Piauí
Publicado por: Odaliana Carvalho Veloso | Data: 21/06/17

Operação da PF prende oito pessoas entre ex- prefeito e gestores por corrupção no Piauí

O delegado de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, Albert Sávio Moura, informou nesta quarta-feira (21) durante entrevista coletiva que oito pessoas foram presas e outras cinco tiveram condução coercitiva à sede da PF. A operação batizada de “Pastor” de combate a desvio de recursos públicos, cumpriu 14 mandados de busca e apreensões em Teresina, São Raimundo Nonato e Dom Inocêncio.

Entre os presos estão o ex-prefeito e secretários de Dom Inocêncio.

O delegado informou que um agente público da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) é alvo de condução coercitiva da operação em Brasília.

Ao todo, a operação” Pastor”, que faz referencia ao nome do município de Dom Inocêncio, cumpriu oito mandados de prisão, sendo duas prisões preventivas e seis temporárias, além de cinco conduções coercitivas.

“Todas as prisões e conduções foram feitas em Dom Inocêncio, São Raimundo Nonato e Teresina. E somente uma condução coercitiva em Brasília”, informou o delegado.

A Polícia Federal explicou que empresas recebiam pagamentos por obras que nunca foram executadas. Os recursos eram referentes ao FNDE, Funasa e Codesvaf.

Só em Dom Inocêncio foram desviados R$ 5 milhões. O delegado Albert  Moura informou que o valor pode ser maior porque as empresas tinham ligações com mais 15 municípios.

“O prefeito de Dom Inocêncio fazia pagamentos sabendo que as obras não foram executadas”, acrescenta o delegado.

A representante da Controladoria Geral da União (CGU), Érica Lobo, disse que o órgão analisou documentos e matérias que subsidiaram as investigações. Segundo a CGU, as inexecuções contratuais ocorriam quando os repasses referentes aos convênios já tinham sido pagos aos municípios ou para as próprias construtoras.

“O desvio em qualquer área é grave, mas se torna pior quando é retirado de verbas da Educação porque mata o futuro da criança, ainda mais de um município onde há poucas opções”, destacou Érica.

Atualizada às 10h30

O procurador da República, Patrício Noé da Fonseca, informou agora há pouco na sede da Polícia Federal que o ex-prefeito de Dom Inocêncio, Inocêncio Leal é considerado o chefe da ação criminosa. Na manhã desta quarta-feira (21) a PF deflagrou a operação “Pastor” para o combate a corrupção em prefeituras.

De acordo com o procurador, o grupo atuava há pelo menos 10 anos e desviava recursos de Dom Inocêncio, São Raimundo Nonato, Teresina e possivelmente em municípios da Bahia e Pernambuco.

“A liderança nele [ se referindo ao ex-prefeito] porque como gestor era ele quem assinava convênios, licitações, pagamentos, empenhos, liquidação de despesas. Através de interceptacoes telefônica verificamos que ele tinha a atividade de combinar quem venceria licitações e quanto seria pago em propina”, esclarece o procurador.

Além do ex-prefeito está preso o empresário Décio Castro, que é de São Raimundo Nonato.

Atualizada às 8h30

A Polícia Federal do Piauí deflagrou na manhã desta quarta-feira (21) uma operação de combate a corrupção no Piauí e a prática de desvio de recursos públicos, envolvendo ex-gestores e empresários.  Cerca de 70 policiais participam da ação.

Operação denominada de “Pastor” já prendeu o ex-prefeito de Dom Inocêncio, Inocêncio Leal Parente e o empresário Décio de Castro Macedo, da construtora Jenipapo.

Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão nos municípios de São Raimundo Nonato, Dom Inocêncio e na capital, Teresina.

A Operação aqui no Piauí conta com o apoio da Polícia Federal do Ceará e do Maranhão.

Ainda não há informações sobre a quantidade de mandados de prisões e busca e apreensões.

Veja nota da PF

A Polícia Federal no Estado do Piauí comunica que na manhã de hoje(21/06) foi deflagrada a Operação PASTOR para fazer cessar ação de grupo criminoso atuante nos municípios de São Raimundo Nonato, Dom Inocêncio e Teresina. Os trabalhos estão sendo realizados conjuntamente com a Controladoria Geral da União (CGU).

O grupo criminoso é investigado pela prática de desvio-peculato, fraudes licitatórias, corrupção ativa, e corrupção passiva. Foram desviados recursos do Ministério da Educação, Codevasf e Funasa. O prejuízo apurado até o momento ultrapassa o montante de R$ 5 milhões.

Estão sendo cumpridos mandados de prisão, de conduções coercitivas, e de buscas e apreensão, expedidos pelo Meritíssimo Juiz Titular da Subseção Judiciária Federal em São Raimundo Nonato-PI, para execução nos municípios de Teresina, São Raimundo Nonato, Dom Inocêncio, e no Distrito Federal.

Maiores informações serão dadas em entrevista coletiva marcada para as 10:30 horas na sede da Polícia Federal em Teresina-PI.

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