No PI, Marina Silva diz que intenção de secretário de Cultura era agradar Bolsonaro
Publicado por: Josely Carvalho | Data: 18/01/20

No PI, Marina Silva diz que intenção de secretário de Cultura era agradar Bolsonaro

Em Teresina na manhã deste sábado (18) para participar da convenção municipal da Rede Sustentabilidade, a fundadora do partido, Marina Silva, não poupou críticas ao governo Jair Bolsonaro.

A ex-senadora e candidata à presidência da República nas últimas três eleições, condenou a postura do agora ex-secretário nacional de Cultura, Roberto Alvim. Nesta semana o então gestor provocou revolta em vários setores da sociedade ao protagonizar um vídeo onde reproduz discurso nazista. Marina defende que o governo Bolsonaro “abriu as portas” para estes tipos de discursos e avalia que a intenção de Alvim era agradar o presidente.

“O governo Bolsonaro é um governo que abriu as portas para esse tipo de mentalidade, para ,esse tipo de atitude. E, na verdade, quando eles dizem e fazem isso pensam que estão agradando o presidente da República, porque essa é a ideia que ele passa. De ser uma pessoa que não respeita os Direitos Humanos , uma pessoa que não respeita as minorias ,uma pessoa que tem desprezo por aqueles que são mais frágeis. O secretário achou que estava dando um grande presente para o seu presidente. Mas a pressão da sociedade civil obrigou o presidente Bolsonaro a tomar atitude para exonerá-lo porque no Brasil não há espaço dado pela sociedade brasileira,  por formadores de opinião, por todos os homens e mulheres de bem , independente de ideologia, para quem comete crime de lesa humanidade”, declarou Marina.

A fundadora da Rede Sustentabilidade também fez ataques à política ambiental do atual governo que, segundo ela, estimula a contravenção ambiental. Marina Silva  afirma que o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é “antiambientalista” e condenou a “demora” dos órgãos federais em agir no combate aos incêndios na Floresta Amazônica e de investigar e impedir o derramamento de óleo no litoral brasileiro.

“Esse é governo do desmonte da agenda ambiental do Brasil. É a primeira vez que a gente tem um governo que atua de forma a destruir tudo aquilo que foi acumulado ao longo de décadas. É a primeira vez que se tem um  ministro antiambientalista. É por isso que demoraram mais de 50 dias para tomar as primeira medidas em relação aos incêndios. Foram mais de 40 dias para tomar as primeira medidas em relação ao derramamento de óleo nas praias do nordeste. É um governo que tem desmontado a agenda de combate aos crimes ambientais em todo segmento, tanto na área dos recursos hídricos, quanto aos resíduos sólidos, quanto a proteção à biodiversidade. O governo Bolsonaro com seu discurso e prática acaba estimulando a contravenção ambiental”, criticou.

Eleições municipais

Marina Silva afirma que a Rede Sustentabilidade só vai firmar alianças com candidaturas alinhadas ao programa do partido.

O objetivo da agremiação política é “restaurar” a credibilidade e a ética na política. No entanto, Marina adverte que “é melhor estar sozinho que mal acompanhado”.

“A Rede ainda é um partido muito jovem. Estamos começando agora. em alguns municípios vamos ter candidatura própria e em outros nos vamos fazer aliança, mas nossas alianças são sempre programáticas. Vamos verificar quais são as candidaturas que tenham um programa que chegue próximo da Rede em relação às questões sociais, a proteção  do meio ambiente, a ética na política e, se por ventura não tiver essa compatibilidade, não faremos aliança porque nós fizemos uma escolha: nós queremos crescer , mas não de qualquer forma, a qualquer custo ou a qualquer preço”, garante Marina.

Fonte: Cidadeverde.com

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