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Picos

Vereador Rinaldinho acusa colegas que denunciaram sua esposa por acúmulo de cargos em Picos

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Em um discurso de 18 minutos o vereador Rinaldo Cabral, o Rinaldinho (PP), rebateu na sessão desta quinta-feira, 13, os colegas que denunciaram a sua esposa, Antônia Maria de Sousa Leal, Secretária Municipal de Finanças, por acúmulo de cargos.

Assinada pelos vereadores Francisco das Chagas de Sousa, o Chaguinha; José Luís de Carvalho e Francisca Celestina de Sousa, a Dalva Mocó, todos do PTB; a representação foi protocolada junto ao Ministério Público Estadual mês passado e, aberto um inquérito civil público por determinação da promotora de justiça, Karine Araruna Xavier.

Rinaldinho disse que foi o colega Afonsinho que lhe repassou o print da matéria [publicada pelo Informa Picos] e ficou surpreso, pois sua esposa não é funcionária pública federal e nem estadual. É apenas funcionária pública do município [professora] e ocupa o cargo de Secretária Municipal de Finanças. Segundo ele, tudo dentro da lei.

Após dizer que a denúncia tinha sido feita por vereadores a quem estima muito, Rinaldinho lembrou que já tinha recebido denúncias relacionadas a José Luís de Carvalho e Chaguinha, mas, na época preferiu não expor os colegas.

“Em abril de 2017 me trouxeram informações do Irmão José Luís. A Secretaria de Limpeza Púbica estava com um irmão dele como secretário. Tinha outro irmão empregado, sobrinhos empregados e me perguntava: Rinaldinho, isso não é nepotismo? O nome do irmão dele está como gari, mas ele não trabalha como gari.,Quero que você denuncie e respondi não posso, não vou fazer oposição a José Luís”- lembrou.

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Quanto ao vereador Chaguinha, Rinaldinho disse que lhe trouxeram outra demanda, dando conta de que a esposa dele, Marília [Bezerra], estava como Secretária de Cultura e era funcionária do Hospital Regional Justino Luz e funcionária efetiva do município de Francisco Santos. São três vínculos. Apresente a denúncia e respondi não posso” – relatou.

O parlamentar relatou ainda uma passagem que teria ocorrido com o então vereador Edvaldo José de Moura, o Didi Mocó, esposo da vereadora Dalva Mocó, falecido no dia 7 de abril de 2016 aos 52 anos de idade.

“Lembro-me quando o irmão José Luís denunciou Didi Mocó, que havia sofrido um acidente e entrou com pedido de auxílio-doença e todos diziam para ele não voltar para a Câmara, pois perderia o auxílio-doença. E José Luís, por uma questão pessoal, denunciou Didi Mocó, dizendo que ele tinha que devolver todo o dinheiro que recebera do INSS. Um colega fazer isso com outro” – condenou Rinaldinho.

O parlamentar concluiu dizendo que a oposição tem que fazer seu papel de investigar, fiscalizar e denunciar, mas fazer uma oposição a administração e não a pessoas. Precisa também deixar esse discurso de ódio e de mágoa de lado, principalmente em relação aos três colegas que o denunciaram, pois sempre esteve aberto ao diálogo.

Outro lado
Em aparte o vereador Chaguinha contestou o colega Rinaldinho e disse que fizera a denúncia contra a Prefeitura de Picos e não contra pessoas . O líder da oposição aproveitou para fazer a defesa da sua esposa, ex-secretária municipal de Cultura e de Saúde, Marília Bezerra.

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“Se esses profissionais tivessem dentro das suas atividades, desenvolvendo-as conforme fizera minha esposa quando foi secretária de saúde… Pergunte ou mande investigar se ela faltou algum dia ao trabalho em Francisco Santos, se faltou algum dia ao plantão do Hospital Regional. Enquanto secretária ela fazia o seu papel, trabalhava, não recebia sem trabalhar” – garantiu.

Chaguinha concluiu garantindo que não tem medo e disse que qualquer vereador pode lhe investigar. “Erros todos nós cometemos, mas, se quiserem briga, vamos para a briga, por que não tenho medo não. Se eu dever vou pagar! Então, vocês é quem sabem” – ameaçou.

 

Fonte: José Maria Barros – Informa Picos

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