Novo projeto da taxa de iluminação em Picos gera impasse
Publicado por: Danilo Bezerra | Data: 08/03/18

Novo projeto da taxa de iluminação em Picos gera impasse

O novo projeto do prefeito de Picos, Padre José Walmir de Lima (PT), que dispõe sobre a Contribuição para o custeio dos serviços de iluminação pública (Cosip), provocou um impasse. Após três reuniões, vereadores da situação e oposição e os representantes da sociedade civil organizada não se entenderam, com isso a matéria não tem data para ser votada em plenário.

Enquanto o novo projeto não é votado, continua valendo o reajuste de mais de 100% na taxa de iluminação pública, autorizado pela Câmara Municipal de Picos em duas sessões realizadas no dia 9 de novembro do ano passado.

Desde então os consumidores picoenses já pagaram três faturas de energia elétrica com o aumento de mais de 100% na taxa de iluminação pública. Como o novo projeto da Cosip não tem data para ser votado, os talões do mês de março ainda virão com o aumento.

Novo Projeto

O administrador do Fundo de Iluminação Pública de Picos (Fumip), Rômulo Costa, disse que durante uma das reuniões ele demonstrou quais são os gastos com a iluminação do município e que a aprovação do novo projeto vai beneficiar a comunidade consumidora, sem prejudicar a arrecadação.

Segundo ele, o município de Picos já tem uma despesa fixa em torno de R$ 330 mil por mês, que corresponde ao consumo de energia elétrica do Parque de Iluminação. “Por isso, temos que ter recurso para pagar essa conta, manter esse parque aceso, além de dinheiro destinado a fazer investimentos de melhorias e ampliação” – pontuou Rômulo Costa.

Já o presidente da Câmara Municipal de Picos, Hugo Victor Saunders Martins (MDB), ao analisar o novo projeto da Cosip os vereadores estão tendo o máximo de cuidado para que a população não saia mais prejudicada, sendo onerada como vem até o momento.

Hugo Victor destacou como avanço no novo projeto a efetivação do conselho, que vai fiscalizar a aplicação dos recursos arrecadados. No entanto, para o presidente da Câmara, não é possível atender algumas reivindicações da oposição, que defende uma maior redução no valor da alíquota. A proposta da Prefeitura é diminuir 25% do valor atual.

“Não podemos ir pela emoção, devemos ir pela razão, pelo certo! Todo gestor público tem que primar pela qualidade do serviço! Se a gente for reduzir o que alguns colegas da oposição estão colocando, não teremos recursos para conseguir resolver os problemas da nossa cidade” – alertou Hugo Victor.

Diante do impasse o projeto não entrará em pauta na sessão desta quinta-feira, 8 de março, e se depender de consenso, deverá demorar ainda algum tempo. Alguns setores da administração municipal defendem que se não houver entendimento, a matéria deve ser colocada em votação e cada vereador que se posicione contra ou a favor.

Fonte: GP1

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