Musicoterapia como suporte de desenvolvimento emocional e psicológico do ser humano
Publicado por: Jaqueline Figueredo | Data: 29/02/20

Musicoterapia como suporte de desenvolvimento emocional e psicológico do ser humano

Há quem diga que a música “aos males espanta” e que “é cura para a alma”. E, a bem da verdade, é preciso concordar com as afirmativas. Você já parou para pensar no quanto a música influencia na sua vida emocional?

Se sofre de amor, coloca um sertanejo, um forró, uma música romântica bem dolorosa. Se está feliz, vem um funk, forró pé-de-serra, pop. Se agitado/a, nada melhor que ondas sonoras no estilo eletrônico, e até mesmo um rock, seja ele clássico, metal ou pop. Se quer calmaria, o que melhor do que ouvir um bom MPB, indie, folk, blues?

A música realmente percorre todos os caminhos de nossas emoções. Assim como filmes e novelas, cada um traz consigo uma trilha sonora particular da vida. Desde a infância à terceira idade.

Visando esse papel importante da música na vida do ser humano, estudiosos pautaram-na como meio de reabilitação, tratamento e prevenção a problemas de saúde na área mental. Com isso, surgiu a musicoterapia, que compreende esses três objetivos.

Não é apenas ouvir música para sentir-se bem, mas trabalhar os efeitos sonoros para necessidades específicas de cada ser humano, as quais podem ser emocionais, sociais, físicas e mentais. Segundo o Wikipédia, “a musicoterapia facilita o relacionamento, a expressão, a organização, a aprendizagem, a mobilização e o relaxamento. Desenvolve capacidades e/ou restaura funções da pessoa, para promover a sua qualidade de vida”.

Em Picos, a musicoterapeuta Pâmella Graziella, formada pela Faculdade Censupeg, no Rio de Janeiro-RJ, desenvolve um trabalho voltado mais para crianças, especialmente com problemas de adequação social (autismo) e mentais.

“A música é a arte da combinação de sons e ritmos harmônicos e melódicos, seguindo uma pré-organização ao longo do tempo. Além disso, a importância da interação entre paciente e música auxilia na promoção da saúde através de experiências musicais. A Musicoterapia tem inúmeras aplicações, entre elas síndromes genéticas como Down, Turner e Rett, distúrbios neurológicos, distúrbios emocionais, deficiências sensoriais, visuais e auditivas, autismo, entre outras.”.

Em sessões grupais, a musicoterapeuta trabalha a desenvoltura de seus pacientes gradativamente, com paciência, pois, mesmo sendo um tratamento que requer tempo, é eficaz.

“A musicoterapia é algo que requer paciência. Paciência do profissional e dos pais ou responsáveis pelas crianças, já que isso é algo que não pode ser exigido delas (crianças), pois, em muitos casos, é o que elas menos têm. Mas a musicoterapia brinca com isso. Nós utilizamos meios para inserir nessas crianças a paciência, a calmaria. Uma paciência diferente da dos responsáveis, que é a de obter resultados, mas uma paciência que vai gerar esses resultados. É preciso que elas se envolvam com a terapia sem necessariamente saberem que estão ali em uma consulta de rotina. E é aí a mágica da musicoterapia, é algo tão leve e dinâmico, que elas nunca vão se sentir pressionadas a nada, como se estivessem em um ambiente médico”, disse.

A profissional falou também que o ambiente é todo voltado para seus pacientes. Uma sala com paredes brancas, a fim de não chamar a atenção das crianças e tirar seu foco, mas, ao mesmo tempo, objetos que poderiam tirar o foco (como brinquedos), mas que serão utilizados para prendê-las ao ambiente.

“A musicoterapia não é feita em forma de aula, é uma terapia como qualquer outra, utilizando a música ao seu favor. Pode ser realizada tanto no âmbito hospitalar, clínico e escolar. Ela trabalha com tratamentos individuais ou em grupo. Os tratamentos individuais possibilitam um melhor conhecimento do paciente, o estabelecimento de uma relação terapêutica mais personalizada e uma aplicação mais precisa às suas necessidades”, explicou.

A Musicoterapia utiliza-se de sons e/ou músicas com objetivos terapêuticos, focando as dificuldades e necessidades de cada ser humano. Busca alternativas e formas de desenvolvimento, contribuindo para uma melhora da qualidade de vida e trazendo inúmeros benefícios no decorrer do processo.

Principais metas da Musicoterapia na educação especial:

  • Estimular a comunicação (verbal e não verbal);
  • Estimular a expressão corporal, vocal e sonora (através de instrumentos musicais, dança e canto);
  • Melhorar a autoestima;
  • Explorar as potencialidades e a conscientização dos próprios limites;
  • Estimular a coordenação motora grossa e fina através de atividades musicais, utilizando instrumentos musicais de percussão simples;
  • Melhora da orientação espacial e corporal através de vivências musicais;
  • Expandir a capacidade de atenção e concentração;
  • Estimular a imaginação e criatividade;
  • Exercitar a memória;
  • Promover um melhor relacionamento intra e interpessoal.

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