Metereologia prevê seca mais dura no Piauí e governo aumenta carros-pipa
Publicado por: Odaliana Carvalho Veloso | Data: 19/12/15

Metereologia prevê seca mais dura no Piauí e governo aumenta carros-pipa

O departamento de meteorologia confirmou à Defesa Civil do Estado que as chuvas no Piauí vão reduzir em 30% devido ao fenômeno climático El Niño. Com isso, a seca prevista para 2016 será mais dura que a deste ano. A informação foi confirmada pelo secretário da Defesa Civil, Hélio Isaias, na tarde desta terça-feira (15). O gestor disse que, diante destes números, vai aumentar o abastecimento de carros-pipa para as zonas urbana e rural. Segundo ele, são 770 veículos em operação no Estado, o que representa um aumento de 50% em relação ao ano passado.

O Exército atende 69 cidades na zona rural, já a Defesa Civil está atendendo 50 cidades e todas na zona urbana com 500 veículos. Segundo o gestor, há dez barragens no Estado em situação crítica, entre elas, Petrônio Portela (São Raimundo Nonato), Estreito (Padre Marcos), Piaus (São Julião), Algodões II (Curimatá) e o Açude Joana em Pedro II.

“Ainda não há registro de racionamento, mas estamos reduzindo atendimento das barragens e dando suporte com carros-pipa onde há possibilidade de logistica”, disse.

Segundo Isaias, há locais em que o deslocamento chega a 100km em busca de água para abastecer os carros-pipa. Sem chuva e prestes a entrar no quinto ano consecutivo de Seca, o Piauí aguarda a liberação de R$ 60 milhões para suportar os efeitos da estiagem em 2016.

“Precisamos R$ 60 milhões para melhorar algumas situações como adutoras de engate rápido aonde as cidades estão desabastecidas de mananciais, além de perfurações de poços”, disse o secretário da Defesa Civil, deputado estadual Hélio Isaias.

Segundo ele, atualmente 165 municípios do Piauí estão em estado de emergência. “Temos 224 municípios e só 60 a 70 estão com o abastecimento de água universalizado tanto na zona rural como urbana. Temos muito a avançar”, diz o gestor.

Barragens como a de Petrônio Portela em São Raimundo Nonato e a de Algodões II em Curimatá estão praticamente vazias. “Os reservatórios que abastecem esses municípios estão há cinco anos sem repor o volume de água. A barragem Petrônio Portela, por exemplo, que abastece a região de São Raimundo Nonato, possui 181 milhões de m³ de água e hoje tem 11 mil m³ de água, ou seja, apenas 6% de sua capacidade. O açude Joana em Pedro II está com sua capacidade reduzida para 15%. Pio IX, Padre Marcos, São Julião também estão com muita dificuldade. Em Curimatá, a barragem de Algodões está com volume muito baixo”, relata o secretário.

Para Hélio Isaias, a seca deixou de ser exclusiva da região Nordeste e, no caso do Piauí, não atinge mais apenas o semiárido. “Estamos realmente entrando no quinto ano consecutivo de muita seca no Estado. Antigamente a gente falava em seca só na região Nordeste e hoje tem no Sul e Sudeste. Antes era só no semiárido, nós já temos o Piauí com  dificuldade na região Norte. Falava apenas em zona rural e algumas cidades estão com muita dificuldade na zona urbana no abastecimento de água”, finaliza.

 

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