Pais suspeitos de estupro e maus tratos podem pegar até 23 anos de prisão
Publicado por: Odaliana Carvalho Veloso | Data: 11/12/15

Pais suspeitos de estupro e maus tratos podem pegar até 23 anos de prisão

O delegado Jetan Pinheiro, da gerência de policiamento especializado da Polícia Civil declarou na manhã desta sexta-feira (11), que o casal identificado como Leila Daiane da Silva Sales e Erinaldo do Nascimento Silva, suspeitos de estupro e maus tratos contra a própria filha de apenas 4 anos de idade, poderão pegar até 23 anos de prisão.

“Se formos pegar o crime de violência doméstica e somar com maus tratos, só isso já perpassa os quatro anos de detenção, que é um dos pré-requisitos para a prisão, a liberdade do casal é algo que surpreendeu a todos. O delegado da Central agiu corretamente, mas acredito que ele foi um pouco apressado, autuando o casal por violência doméstica e maus-tratos, creio agora, que o promotor na fase de representação no Ministério Público pedirá a prisão preventiva do casal, que infringiram vários crimes, inclusive tortura e estupro de vulnerável”, declara o delegado.

O casal chegou a ser preso na última quarta-feira (09), mas o juiz Felipe Bacellar Aguiar Carvalho, determinou durante audiência de custódia pela liberdade de Leila e Erinaldo. O delegado Jetan Pinheiro, disse que em posse do laudo que comprovou o estupro, o Ministério Público pedirá a prisão do casal.

“O casal poderá pegar até 23 anos de prisão cada um. Com o laudo que comprovou abuso sexual, o casal será denunciado por estupro vulnerável, onde a detenção varia de 8 a 15 anos, já a tortura praticada por ambos, vai de 4 a 8 anos”, afirma.

Ainda, de acordo com o delegado Jetan Pinheiro, em depoimento, a mãe da menina declarou que a intenção era matar a criança, chegando a alguns momentos espancá-la com pedaços de madeira. “Em depoimento a mãe afirmou de forma fria que a intenção dela era matar a menina. Apesar dos registros recorrentes na DPCA, esse caso nos chocou muito”, ressalta.

Já na tarde da última quinta-feira (10), a juíza Maria Luíza de Moura Mello e Freitas, titular da 1ª Vara da Infância e da Juventude, decidiu pelo afastamento das crianças, que foram encaminhadas para um abrigo da capital.

A criança vítima de estupro e de maus tratos continua internada no Hospital de Urgências de Teresina e deverá ir para o abrigo quando receber alta médica.

 

Portal AZ

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