Série Orgulho do Meu Piauí: “Quer passar em concurso público? Mate um piauiense”
Publicado por: Josely Carvalho | Data: 21/10/17

Série Orgulho do Meu Piauí: “Quer passar em concurso público? Mate um piauiense”

“Quer passar em um concurso público? Mate um piauiense”. Essa expressão é bastante conhecida por quem costuma fazer cursinhos preparatórios para concursos públicos em todo o País.

Surgiu a partir do momento em que tornou-se frequente ver piauienses sendo aprovados nos melhores concursos, abocanhando mais vagas e, consequentemente, os melhores salários. E traz uma reflexão positiva a respeito da educação no Piauí. Não são raros os destaques nacionais quando este é o assunto.

É o tema da quinta e última reportagem da série “Orgulho do Meu Piauí” aqui do OitoMeia. Quem não se orgulha da fama de ter uma das melhores educação do Brasil?! Vamos a exemplos: lembra do Izael Araújo, bicampeão no Soletrando, quadro do programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo?! E da Escola Augustinho Brandão, recordista em medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática (Obmep)?! E essa então: o Instituto Dom Barreto foi considerado o melhor colégio do Brasil, segundo o Enem. Mais recentemente, em 2017, Teresina foi apontada como a única capital do nordeste e a terceira do Brasil com o melhor índice de educação, segundo um ranking elaborado pela consultoria Macroplan, divulgado pelo site da revista Exame.

Os resultados mostram o quanto a educação do Piauí tem evoluído com o passar do tempo. Agora, o que tem feito o Estado ganhar cada dia mais notoriedade no cenário nacional e ter um dos melhores ensinos do Brasil? Professores apontam o investimento em escolas de ensino integral e reforço na educação infantil como aliadas dos resultados positivos que o Piauí tem mostrado.

Izael Araújo atualmente é estudante de medicina e foi o campeão dos campeões no quadro Soletrando do Caldeirão do Huck (Foto: Reprodução/TV Globo)

A CRIANÇA PRECISA SER ALFABETIZADA
Raimundinha Soares é diretora da CMEI Thereza Christina, e trabalha com educação há 27 anos. Para Raimundinha, o que se vê atualmente na educação infantil é um trabalho voltado para a alfabetização. “Se a criança não se alfabetizar logo ela vai ter problemas para o resto da vida”, pontua a diretora que continua e relembra que no passado palestrantes enviados pelo Ministério da Educação (MEC) pediam para que os profissionais da área trabalhassem mais o lado divertido da escola e só brincassem com as crianças.

“Nunca vou me esquecer dessa palestrante. Eu logo perguntei se ela falava a mesma coisa nas palestras que ministrava no Dom Barreto. A educação infantil de Teresina, quando entrei, era diferente. A criança não era preparada ou induzida a aprender a ler e a escrever. Tinha muito mais a questão do assistencialismo. Hoje o ensino no município mudou muito”, pondera Raimundinha Soares que se diz aliviada por ver que os governantes entendem que a educação infantil deve ser alfabetizada.

Raimundinha Soares trabalha há 27 anos com a educação infantil e aposta em investimentos para melhorar ainda mais qualidade do ensino (Foto: Ricardo Morais/OitoMeia)

CRIANÇAS APRENDEM BRINCANDO
O modelo de educação infantil recém implantado pela prefeitura de Teresina busca direcionar o brincar da criança. “As crianças brincam aprendendo e aprendem brincando. Esse tem sido o maior diferencial e prova está aí: Teresina é a terceira capital do Brasil com a melhor educação do Brasil e a única do nordeste a figurar entre as 10 melhores”, complementa a diretora. Para Raimundinha, os governantes devem investir pesado na educação. “Sempre digo que usar dinheiro na educação infantil não é um gasto, mas um investimento”, conclui.

Já para a professora Elizete Lopes, formada em pedagogia e artes, os desafios encontrados são os de concretizar e idealizar aquilo que foi planejado para o plano de ensino dos alunos. Além disso, a professora aposta nessa nova modalidade de ensino como alavanca para um ensino de qualidade. “Eu acho muito importante começar com eles pequenos porque a educação é tarefa de todo tempo. Não posso deixar um menino estudar só com três ou cinco anos. É necessário. É importante que ele comece logo. E, claro, sempre acompanhamos sobre o que está acontecendo. O desenvolvimento dessa criança”, afirma.

Elizete conta que as crianças aprendem muito rápido (Foto: Ricardo Morais/OitoMeia)

ESTADO TEM INVESTIDO EM ESCOLAS DE TEMPO INTEGRAL
O Estado tem investido nas escolas de tempo integral para aumentar os índices positivos da educação no Piauí. Em abril deste ano, o Programa de Expansão do Ensino em Tempo Integral no Piauí foi lançado pela secretária da Secretaria Estadual de Educação do Piauí (Seduc), Rejane Dias, durante solenidade com o governador Wellington Dias, na oportunidade, o gestor falou que esse tipo de ensino é um caminho sem volta e que significa uma melhor qualidade na educação piauiense.

Os Centros Estaduais de Tempo Integral (Ceti’s) funcionam com uma jornada diária de 9 horas/aula e semanal de 45 horas para toda a comunidade escolar. Para garantir a permanência na escola, os estudantes recebem alimentação saudável, sendo um lanche pela manhã, almoço e lanche à tarde.

Para Rejane Dias, o aluno tem com os Ceti’s uma jornada mais ampliada, com praticas esportivas, reforço escolar, aulas em laboratórios entre outras atividades que somadas geram bons resultados e grande quantidade de aprovados no Enem.

Secretária de Estadual de Educação, Rejane Dias acredita que é preciso adequar os espaços escolares, aperfeiçoar as estratégias pedagógicas (Foto: André Luis/OitoMeia)

ESCOLA RECORDISTA EM MEDALHAS NA OLIMPÍADA
Distante 320 quilômetro de Teresina, a Escola Augustinho Brandão foi a mais bem colocada entre as escolas de nível socioeconômico baixo e muito baixo feito pelo Enem. Com um modelo inovador, a escola adota o sistema conhecimento multiplicado: aquele aluno que sabe mais ensina o colega.

Segundo levantamento, até 2015 a escola já havia conquistado pouco mais de 150 medalhas em olimpíadas. O professor Antônio Amaral, responsável pelo feito, disse à época que os alunos não estavam sendo preparado para as competições, mas para a vida, uma vez que escola é a simulação da realidade.

Cocal dos Alves possui uma das mais premiadas escolas públicas do país (Foto: Divulgação)

QUATRO MELHORES ESCOLAS DO BRASIL
Em 2016 o Piauí apareceu em quatro posições no ranking divulgado pelo Enem. O levantamento mostrava as melhores médias de redação. E na prova objetiva apenas uma escola participa do top 10: o Instituto Dom Barreto.

De acordo com os dados divulgados pelo Inep, o Instituto Educacional São José, Dom Barreto, Santa Maria Goretti e o CEV foram as escolas que conquistaram uma posição no top 10 das melhores notas de redação. Agora, levando em conta apenas as médias da rede pública, a Escola Augustinho Brandão foi a melhor do Estado, seguida do Colégio Agrícola da Universidade Federal do Piauí e da escola Estadual João Henrique de Almeida Souza.

Os dados foram divulgados pelo Inep e são apurados com base nas provas do Enem realizadas em 2015 que foram divulgados apenas em 2016. O Dom Barreto, aliás, talvez seja um dos maiores motivos para o piauiense ter orgulho da educação piauiense. Desde 2006, quando a escola foi primeiro lugar entre todas as escolas do Brasil no Exame Nacional do Ensino Médio -virou até tema de pegadinha no reality show Big Brother- os olhos de quem faz a educação brasileira se voltaram para o Piauí. São vários os ex-alunos do IDB responsáveis pela frase que inicia essa reportagem: “Quer passar em um concurso público? Mate um piauiense”. E, sem dúvida, esse reconhecimento nacional da forma de ensinar de uma escola como o Dom Barreto se estendeu à toda a rede pública e privada do Piauí.

Instituto Dom Barreto já foi o melhor colégio do Brasil. Hoje figura entre as 10 (Foto: Divulgação)

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Fonte: Oito Meia

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Josely Carvalho
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Jornalista e Relações Públicas, formada pela Universidade Estadual do Piauí.

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